quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Investigação sobre a natureza e as causas da riqueza das nações

Adam Smith

Capítulo I: Sobre a divisão do trabalho

O aumento da produtividade, o aumento de máquinas e a especialização do trabalhador, podem ter sido uma conseqüência da divisão do trabalho. Esta está aplicada em fábricas de pequeno, médio e grande porte. Ou seja, independente do tamanho, ela se faz presente e é possibilitadora de um aumento proporcional da produção.
A divisão do trabalho é mais aplicável na indústria do que na agricultura. Na última, não é possível “realizar uma completa separação dos diferentes ramos de trabalho”, pois não é de sua natureza. Porem, na indústria, ela é amplamente aplicada.
Com essas divisões, o operário foca o seu trabalho em uma função (colocar e apertar um parafuso, por exemplo), que por sua vez, se torna mais ágil no processo e também não há tempo de dispersar-se. Além do mais, com um maquinário cada vez mais moderno, se faz desnecessário o uso de muitos homens. A máquina vem para facilitar e diminuir o trabalho do mesmo.
Tudo que é produzido, desde as máquinas aos produtos de subsistência, é para uso da humanidade. Se pararmos para pensar, nós dependemos do trabalho do outro para sobreviver, assim como o outro depende do nosso. Daí a necessidade de produzir muito: para que todos possam usufruir dos bens produzidos.

Capítulo II: Sobre o princípio que deu origem a divisão do trabalho

A divisão do trabalho surgiu como uma conseqüência do hábito de trocar o excedente da produção, que é característico de seres humanos. Com este costume, ao longo do tempo, o homem se leva a “dedicar-se a uma única tarefa e a desenvolver e aperfeiçoar qualquer talento ou habilidade que possui para um dado tipo de atividade”. Daí teremos as profissões.
Caso não houvesse a divisão do trabalho, todos os homens teriam que produzir tudo que fosse necessário para sua sobrevivência. E como todos teriam que fazer o mesmo trabalho, não haveria as diferenças de aptidões.

SMITH, Adam. Investigação sobre a natureza e as causas da riqueza das nações. 2ª edição. São Paulo: Abril Cultural, 1979. Páginas 7 à 15.

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